Lutas de boxe entre mulheres.
Como nosso visitante deve ter lido em outras matérias deste site, o primeiro
boxeador cujo nome e biografia estão registrados na História do Boxe Inglês
foi James Figg. Cerca de 1720, ele foi reconhecido como o primeiro campeão
de boxe. Também teve atuação importante como dono do
Amphytheatre, que funcionava como academia de boxe e defesa pessoal em
Londres, bem como
uma arena para realização de lutas.
Entre as lutas realizadas no Amphytheatre de Figg algumas foram entre
mulheres, bem como várias "quadrilhas": lutas de casais. Essas lutas tinham
duas etapas: primeiro lutavam as mulheres e depois combatiam os maridos.
Embora a polícia logo tenha proibido essas lutas, elas continuaram na
clandestinidade. Na Londres de 1723, depois de algumas lutas, uma tal
Elizabeth Wilkinson se proclamou City Championess.
Tudo indica que, depois disso, o boxe entre mulheres ocorria mais
por causa de desavenças, e o prêmio em dinheiro ganho pela vencedora
servia mais como uma indenização. Isso foi o caso de uma luta feita 1792 e
descrita pelo historiador do boxe Oxberry em seu livro
Pancratia, escrito em 1812. As boxeadoras
eram casadas e traziam como segundos os próprios maridos:
"Depois de terem a parte superior do corpo despida e seus cabelos
fortemente amarrados, elas iniciaram a troca de golpes e por 45 minutos
suportaram um muito desesperado conflito; quando, uma delas estando já tão
ferida que despertava apreensão por sua vida, seu marido e segundo ainda
mostrava brutalidade suficiente para encitá-la ao combate; contudo, por
iniciativa dos espectadores, elas foram separadas"
Nos tempos modernos, a partir de cerca de 1995, o boxe feminino profissional
teve um renascimento rápido fruto, principalmente, das atuações e exposição
na midia das boxeadoras Christy Martin e Mia St. John.
Em 1994, a AIBA aprovou o boxe feminino olímpico.
Referências:
- W. Oxberry: Pancratia, or a History of Pugilism.
snt, London, 1812.
- Bob Mee: Bare Fists.
NY: Overlock Press, 2001.
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