Estrelas do boxe olímpico |
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Mário KINDELÁN
Principais títulos: Medalha de ouro dos Jogos Olímpicos de Sydney 2000 e do Mundial Seniores 2001 em Belfast, na categoria dos 60 kg. Medalha de ouro dos Panamericanos de Winnipeg, dos Jogos da Amizade, dos Jogos Centro-Americanos, da Copa Cardin ( quatro anos consecutivos ), da Copa Turquia ( duas vezes ), etc. Lutas realizadas: Tem mais de 300 lutas realizadas, das quais ganhou mais de 290. Até esta data, tem um aproveitamento de cerca de 94%. Alguns detalhes biográficos: Iniciou a lutar em 1987, na categoria dos pesos mosca, ano em que se tornou medalha de ouro nos Jogos Nacionais Escolares de Cuba. Os próximos títulos foram a ouro na Copa Tele Rebelde, na Copa Cubana de Juniores e nos Jogos da Amizade, em Belgrado. Na preparação para o Campeonato Mundial de 89, em Puerto Rico, em luta treino com o norte-americano Javier Cintrong, fraturou o braço. Ficou impedido de participar daquele campeonato e foi aconselhado pela equipe médica a abandonar definitivamente o boxe. Ficou seis meses com o braço engessado e na tipóia, os quais foram seguidos de ano e meio fazendo fisioterapia. Apesar de todo o sofrimento físico e psicológico, com o apoio de sua mãe e de seu treinador, R. Díaz, voltou a teinar e reapareceu competindo no Torneio Playa Girón, em 1991. Ganhou a medalha de bronze, já na categoria dos 60 kg, e a chance de ir para a pre-seleção cubana. A partir daí voltou a ter carreira de destaque. Em xxx, no torneio xxxx, o exame anti-doping acusou presença de furosemida em seu sangue. Kindelán protestou enérgicamente mas acabou se decepcionando com o boxe e ficou parado por três anos. Durante este período passou a trabalhar em Gastronomia e decidiu abandonar definitivamente o pugilismo. Segundo suas declarações: "passei a odiar tanto o boxe que nem na TV queria vê-lo". Apesar desse desencanto, seus amigos Alfonso Tamayo e Alexander Roja o convenceram a voltar a treinar. Quanto a isso, recebeu o apoio de Julián González Cedeño, na época o treinador da seleção cubana. Assim, voltou a lutar em 98, na Copa Cardin, mas foi eliminado na segunda luta. Novamente, pensou em abandonar o boxe. Contudo, na mesma semana da derrota, foi convocado para pre-seleção cubana e isso lhe deu alento para continuar. Chegando no campo de treinamento, dedicou-se totalmente ao boxe e treinou fortemente até maio. Quando chegou a Copa Cardin de Villa Clara, obteve a medalha de ouro e o mesmo ocorreu nos Jogos da Amizade e no Campeonato Mundial daquele ano de 1998. Em 1999 foi eleito melhor boxeador cubano. No Campeonato Mundial de Seniores de 2001, em Belfast, além de ganhar a medalha de ouro na categoria dos 60 kg, recebeu o troféu Russell, como melhor boxeador da competição. Kindelán considera esse seu maior triunfo, uma vez que - em Cuba - somente ele e Roberto Balado obtiveram esse prêmio, e Balado sempre foi seu grande ídolo. REFERÊNCIAS: Dados e material de entrevista de Kindelán com a jornalista cubana Juanita Perdomo Larezada, do jornal Juventud Rebelde, publicada em 09/09/2001. |
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